segunda-feira, 27 de julho de 2009

Volkswagen Run 10k Curitiba

Participei no dia 19 de julho da Volkswagen Run 10k etapa de Curitiba (na verdade foi em São José dos Pinhais cidade da região metropolitana da capital paranaense). Descobri esse evento por acaso na internet e a data coincidia com meu último final de semana da pós graduação em Curitiba. Assim, aproveitei que já estaria lá para prestigiar o evento.

Em frente a fábrica da Volkswagen

A prova aconteceu na fábrica da Volkswagen - Audi em São José dos Pinhais e todos seu percurso foi na área interna da empresa. Começamos correndo em frente a entrada principal, fomos pelas vias ao redor da fábrica, passamos dentro da linha de montagem do Fox, CrossFox e Novo Golf, terminando a prova no mesmo local do início. Terreno 99% plano, exceto uma subida leve após o km 8.

Pronto para largar

Mais de 1500 pessoas se expremeram na largada, que foi tranquila, sem nenhum tipo de tumultuo. Fazia frio, mas no momento da largada um leve sol despontou. Larguei no final da fila e tive que ultrapassar muitas pessoas.

Ainda no começo da prova, com uma cara de sono

No km 2 consegui estabelecer meu ritmo, mas mesmo assim estava meio complicado, pois em alguns trechos o espaço comportava apenas três pessoas e casais corriam lado a lado, deixando pouco espaço para os que vinham de trás. Mantive o ritmo de 5min. por km e fui tranquilo. No km 5 entramos dentro da fábrica, correndo 1km dentro dela.

Dentro da Fábrica

No km 8 acelerei e consegui fechar a prova com o tempo de 48m40s, abaixo da meta que era correr essa prova em 50min. Não me preparei especificamente para essa corrida, afinal meus treinos focaram um bom tempo na 5.250m do Beto Carrero, mas inclui alguns treinos mais longos para tentar aguentar o ritmo por mais tempo.

Terminada a prova, o sol se escondeu e o frio pegou para valer. Houve um sorteio de um Novo Gol aos que terminaram a prova em menos de 1h45m, mas não fui eu quem ganhou!

Meu amigo Éverton e eu

Tive a grata oportunidade de encontrar amigos do tempo da Universidade, Luciana, Rosa, Samuel e o Éverton "Da Lua", esse dos tempos do futebol.

Foi um grande evento, bem organizado e espero participar no ano que vem. Os pontos fortes foram a organização e o fato de disponibilizarem as fotos do evento sem nenhum custo aos corredores (quem corre sabe que comprar fotos de uma corrida que participou as vezes é muito caro)

Agora minha próxima meta é uma Meia Maratona, ou em Blumenau ou em Pomerode.

Vencedor: Ayale Megersa (29m38s)
10k = 48m40s
366º colocação geral de 1.500
328º colocação masculina
67º colocação na minha categoria 30-34 anos de 189

quarta-feira, 22 de julho de 2009

Maratona de Revezamento Beto Carrero

Aconteceu no último dia 04/07/20009 a Maratona de Revezamento Beto Carrero. O evento ocorre dentro do Parque Temático Beto Carrero e consiste em 8 voltas de 5.250m, que podem ser realizadas em dupla, quartetos, octetos, masculino, feminino ou misto. Participei com o pessoal do SESI SC que formou duas equipes: SESI (formada por colaboradores de Jaraguá do Sul) e Delta SESI (formada por colaboradores do estado de SC).

O lugar é muito legal, mas o trecho da corrida é bem duro. Sai em frente a Big Tower e dá a volta por trás do parque, passando por lagoas, subidas ingremes, terreno em paralelepipedo e terra. Antes da corrida me falaram que a primeira subida era tranquila, mas confesso que não é tão tranquila assim. Para quem passa uma vez já é dificil, coitado de quem passa duas ou mais. Após a primeira subida tem uma leve descida e outra subida. Depois descemos contornando um lago e no km 3 outra subida. Depois disso é descida e seja o que Deus quiser.

Essa foi minha primeira prova do ano, vinha de uma período de mais de um ano sem correr. Recomecei os treinos no começo desse ano, mas tive uma contusão no tornozelo e retornei apenas em maio. Fiz um treino focando esses 5.250m, mas também pensando nos 10k da Volksvagem Run, que corri no último domingo.

Chegada

Minha meta era terminar abaixo de 25min e consegui: exatamente 24 minutos! Saí muito forte e na primeira subida, a pior, não diminui o ritmo. Paguei o preço na segunda subida, onde tive que reduzir um pouco. No final dei um sprint um pouco cedo e tive que segurar um pouco antes da chegada. Mas terminei correndo forte, que é o legal, terminar bem!

Área de transição (reparem no pessoal conversando)

Quanto a organização a única reclamação é a área de transição. Como era uma prova de revezamento, tinha um determinado espaço onde as equipes trocavam os competidores, um saía e outro entrava. Essa troca de dava através de uma pulseira. O espaço destinado deveria ter uns 40 metros, mas no meio dele havia uma passagem onde muitas pessoas cruzavam para ir até o outro lado. Corredores que ficavam conversando no meio da pista atrapalharam muito as transições, mas principalmente os atletas que vinha para dar mais uma volta. Vi vários casos de crianças entrarem e quase serem "atropeladas" por atletas, mulheres passeando de braços dados que foram empurradas por alguns corredores e turistas desavisados que passavam ali sem entender o que se tratava.

O que esse cara quis dizer com isso?

Foi uma grande sábado, onde tive a oportunidade de rever amigos, correr e usufruir do parque. Minha noiva e eu passamos tanto susto que não tivemos coragem de ir a temida Big Tower. Para nós, a nova Montanha Russa e o Elevador já foram suficientes. Teve até um Viking tirando uma com a minha cara (foto acima). Aproveitamos muito o dia toda, que terminou em um restaurante de Balneário Camburiú, onde comemos peixe e camarão! Agradecimento especial ao casal de amigos, Kelly e Leandro, que nos guiaram pelo parque. Também agradeço a todos do SESI SC pela grande experiencia que tivemos, em especial ao Rafael e o Aderbal que me convidaram para participar da equipe.

As duas equipes do SESI SC reunidas

Foi minha primeira experiência de correr em equipe, o que é muito legal mesmo. A sensação de sempre ter alguém o apoiando, a união, companheirismo, comprometimento de todos faz uma grande diferença, onde o resultado final fica em segundo plano. Em vários momentos tivemos outras pessoas correndo ao lado somente para nos dar aquele apoio final. Alguns valores ultrapassam os limites da corrida, nos remetendo a nossas vidas, nosso trabalho, amigos e família. Valeu muitissimo a pena! Quando tiver outra dessas é só convidar que estou dentro!

Vencedor: Equipe Companhia da Corrida (2h20m50)

Minha equipe: 3h34m24s = 11ª colocação nos octetos masculinos
Meu resultado: 5.250m = 24 minutos

segunda-feira, 29 de junho de 2009

Dobradinha brasileira na Maratona do Rio de Janeiro 2009

Nem o fato dos quenianos quererem quebrar a hegemonia brasileira na prova foi suficiente (desde 2003 somente brasileiros vencem a prova), pois novamente a escrita foi mantida: Em sua primeira participação Marcos Antônio Pereira venceu com o tempo de 2h17m11s.

Marcos Antônio Pereira - Maratona do Rio de Janeiro 2009

O brasileiro se manteve na liderança até o quilômetro 15 quando foi ultrapassado pelos quenianos Willy Kongogo Kimutai e Cheruiyot Robert Kiprotich. A disputa entre os três permaneceu até a subida da Niemeyer, altura do quilômetro 25. A partir deste momento, os dois atletas do Quênia começaram a abrir vantagem sobre o brasileiro. A situação seguiu a mesma até que restando 3km para o fim da prova, Marcos Antônio voltou a se aproximar dos líderes. Nos últimos metros, conseguiu a vitória.

"Foi a vitória mais importante da minha carreira em 18 anos. Eu estava bastante cansado, sentindo dor e vinha treinando em Itamonte, com cinco graus negativos. Mas vi os quenianos ali na frente e o público me empurrando. Aquele espírito entrou em mim e consegui superar tudo. Nunca tinha participado da Maratona do Rio. Esse percurso é o mais bonito que conheço" comemorava Marcos Antônio, que tratou logo de pegar o telefone e ligar para a mãe, que mora em Garanhuns (PE).

"Disputo a maior parte das competições na Europa e senti muito o calor e a umidade. Infelizmente nos últimos metros não deu para segurar o brasileiro. O mais incrível é que ouvi de vários cariocas que hoje não está quente" disse o vice-campeão Willy Kongogo.

Entre as mulheres, Marizete de Paula levou a melhor: 2h42m46. Em sua terceira participação na prova, Marizete de Paula finalmente subiu ao lugar mais alto do pódio depois do terceiro lugar em 2000 e 2006. "Ainda não estou no melhor da minha forma e foi uma surpresa essa vitória. Até a metade da prova estava correndo para terminar em 2h40m, mas consegui abrir uma vantagem e acabei trabalhando para segurar apenas a vitória, que era o mais importante".

Marizete de Paula - Maratona do Rio de Janeiro 2009

Resultado Final (Maratona e Meia Maratona)

MARATONA MASCULINA
1º Marcos Antônio Pereira (Brasil) – 2h17m11s
2º Willy Kongogo Kimutai (Quênia) – 2h17m24s
3º Marcos Alexandre Elias (Brasil)- 2h18m26s
4º Cheruiyot Robert Kiprotich (Quênia)– 2h19m11s
5º Adriano Bastos (Brasil) – 2h20m15s

MARATONA FEMININA
1- Marizete de Paula (Brasil) – 2h42m46s
2- Idailda dos Santos (Brasil) – 2h45m15s
3- Conceição Maria Carvalho (Brasil) – 2h47m01s
4- Marluce Queiroz Ferreira (Brasil) – 2h47m59s
5- Elizabeth Esteves de Souza (Brasil) – 2h52m14s

MEIA MARATONA MASCULINA
1- William Gomes – 1h05m54s
2- Emmanuel Ibett – 1h05m57s
3- José Paulo Ávila – 1h06m46s

MEIA MARATONA FEMININA
1– Edileuza Guimarães – 1h16m31s
2- Marcia Narloch – 1h1 6m41s
3– Ednah Mukhwana – 1h19m21s

Foto 01: Daniel Zappe (FOTOCOM.NET)
Foto 02: Jorge Willian

sábado, 27 de junho de 2009

Mil Quilômetros de Solidão - Por Jonas Reis

Encontrei esse texto no Blog do Rodolfo Lucena, que tem o link em minhas sugestões de Blog. No texto temos uma bela história de como as coisas acontecem dentro dos corredores, sejam iniciantes ou experientes: Essa nossa batalha interna contra a solidão do tempo. O autor começou a correr recentemente. Seu nome é Jonar Reis, 56 anos, jornalista e servidor público, mora em Vitória-ES e seu atual objetivo é correr sua primeira maratona no primeiro semestre de 2010. Com autorização do autor publicamos o texto. Aproveitem!

No dia 1º de janeiro de 2008 eu voltava de carro com a Glória, do Rio de Janeiro para Vitória, depois de passar o Réveillon em Copacabana. Preocupado com a estrada, achei que já fosse “furar” a promessa de Ano Novo: começar a treinar no primeiro dia do ano e correr 1.000 quilômetros até 31 de dezembro.

Corredores experientes vão achar pouco, mas para mim era uma meta considerável.

Aos 54 anos, dei os primeiros passos nas corridas em 2007, incentivado por um casal de amigos corredores, Mônica e Leandro. Na primeira tentativa, no mês de março, cansei na marca de 400 metros, mas no segundo semestre, quando completaria 55, já havia tornado natural um treino de 5.200m, que é o percurso de ida e volta na ciclovia da orla mais próxima de minha casa. Naquele período, ganhei a primeira medalha participando da prova de 5 KM da OAB. Corri também os 10 KM da Unimed e os 10 KM da Fila. Na minha primeira Dez Milhas Garoto, entre Vitória e Vila Velha, levei uma queda e fiquei na metade da prova, logo depois de atravessar a ponte ligando a ilha ao continente.

Para atingir o objetivo traçado para 2008 era fundamental começar no primeiro dia, pelo aspecto psicológico da coisa. Assim, cheguei à noite em casa, depois de sete horas na estrada, e parti sozinho para os meus 5.200m.

Naquele treino me ocorreu que a imagem mais deslumbrante de uma maratona é a solidão dos competidores. Olhos ansiosos varando a distância, coração e mente pulsando forte, quem sabe que infinitos atravessando o pensamento! Embora treinos e provas ofereçam a oportunidade de compartilhar com outros os prazeres da atividade, o avançar solitário, mesmo em meio a milhares de corredores, exerce atração irresistível. Enquanto os quilômetros se sucedem, repassam-se os sonhos e vira-se a vida do avesso, revendo atitudes e construindo novas possibilidades.

Corri sozinho 99% dos treinos e provas em 2008. Após completar uma a uma as principais provas de Vitória, encarei de novo as Dez Milhas e a medalha veio com gosto de troféu. Em outubro, animado grupo de corredores de uma academia local encontrou espaço para mim em sua excursão e pude correr a Meia Maratona do Rio, algo impensável alguns meses atrás. Depois, sem perder o ritmo, fui sozinho correr em Belo Horizonte os 18 KM da Volta da Pampulha, outra das provas mais bonitas do país.

São Silvestre, assim, era quase uma obrigação, até para encerrar entre 20 mil corredores o ano iniciado com um solitário, curto e tímido treino na noite de Vitória.

No dia 31 de dezembro, desci com cautela as ladeiras do percurso e vivi a indescritível emoção de vencer a subida da Brigadeiro. Atravessei o pórtico da Chegada e agradeci a Deus, única companhia de tantos caminhos pisados. Somava, ali, 1.028 KM de treinos e provas em 2008.

As reflexões feitas na solidão das distâncias percorridas me tornaram mais tolerante. O exercício empreendido me fez mais saudável. Correr, enfim, me fez uma pessoa mais feliz. Ao fazer essas constatações soube, então, que 2008 foi apenas um começo.

sábado, 20 de junho de 2009

Entrevista - Mozart dos Santos Júnior

O homem da foto abaixo tem uma história incrível! Atleta de provas de arremesso e velocidade, começou a correr provas longas "para ver até onde iria". Passados alguns anos, chegou a uma das corridas mais dificeis do planeta: em 2005 completou a Marathon des Sables no deserto do Saara. Lendo, parece maluquice, mas não é! Esse homem planejou e estruturou um grande projeto: o "Poeira Quente". Tudo feito com dedicação e amor. Após anos de competição, ainda tem gás para muita coisa. Quer saber mais?

Marathon the Sables 2005

Projeto Minuto - Nome completo e idade
Mozart dos Santos Júnior e tenho 52 anos

PM - Formação e profissão
Mozart
- Engenheiro Químico e no momento consultor em Gestão Empresarial

PM - Quando começou a correr
Mozart - De fato, comecei a treinar de forma competitiva com 7 anos e minha primeira competição foi aos 8 anos de idade. Na juventude, até os 17 anos, participei de inúmeras competições regionais no Paraná, nacionais e internacionais. Num determinado momento deste período, pratiquei e competi em arremessos, com resultados significativos no arremesso de dardo e em provas de velocidade - 100m e 200m. Obtive resultados adequados para ser chamado a seleção nacional para disputas de jogos sulamericanos em categoria menores, disputando provas de Hexatlo. Depois disso dediquei-me ao decatlo. No período da Universidade disputei apenas algumas provas nacionais de arremesso de dardo. Na própria universidade afastei-me um pouco das competições, mas comecei a treinar corridas de fundo - 5km e 10km - que naquela época ainda não eram praticadas na rua, mas para mim eram apenas treinos para manter a "forma".Nas maratonas iniciei já bem mais tarde, a uns 10/12 anos atrás e logo a seguir entrei no mundo das Ultramaratonas.

PM - Porque correr
Mozart
- No meu caso, além de sempre ter gostado mais de correr do que de nadar ou andar de bicicleta, a minha vida nos últimos 15 anos tem exigido viagens constantes pra várias cidades no Brasil. Não tenho como seguir um padrão de treinos em bicicleta ou de nado. Já pratiquei um pouco de natacao e andei muito de bicicleta, mas... a única coisa que cabe na mala, e onde for tenho horário é para o tênis no pé. Em todo lugar onde vou tem uma rua pra correr (rsrsrs)...

PM - Qual sua primeira participação em prova oficial
Mozart
- Foi numa prova de 10km, só pra experimentar e ver se aguentava. Mas tudo dentro de um planejamento para correr a São Silvestre daquele ano. A minha estréia de verdade foi na São Silvestre. No ano seguinte, corri uma maratona, no outro foram 12 maratonas e no seguinte já participei de 2 ultras, e daí não parei mais.

PM - Como é seu dia dia? treinos, trabalho
Mozart
– O período de trabalho é intenso e tenho estado nos meus clientes aproximadamente umas 10 horas por dia. Nos períodos de treino mais elevado, que são uns 5 a 6 meses no ano, treino pela manhã - levanto 4:30/5:00 horas da manhã, corro um pouco, mais ou menos uns 12km. No horário do almoço, mais uns 10/12 km. a noite mais uns 12km com um período de 1 hora de academia - musculação - 3 vezes por semana. Vou dormir lá por meia noite. Nos finais de semana, no sábado faço um treino longo de uns 45/50km e no domingo um treino de uns 25km, que é o meu dia de descanso...

Deserto do Saara - temperaturas até 55ºC e 7% umidade

PM - Qual foi seu maior desafio?
Mozart
- Todas as corridas que fiz foram especiais, pois para todas eu me dediquei, coloquei meus esforços, meus recursos, movimentei minha família. Claro que correr 247km no deserto do Saara na Marathon des Sables chama muita atenção, não só pelo desafio em si, mas também pelo nível de treino absurdo, o custo altíssimo do projeto, a busca dificílima de patrocínio, o "tirar do bolso" muita grana, tudo somado e depois da volta foram as várias palestras que fiz em empresas sobre o tema motivacional. Este foi um bom projeto

PM - Você tem alguns projetos interessantes como o Ultrarefeições...explique como surgiu essa ideia e no que consiste?
Mozart
- Como trabalho com planejamento estratégico de empresas, montei um plano de 3 anos “O Poeira Quente”, com uma série de desafios nas mais difíceis Ultramaratonas do planeta: Marathon des Sables (247km), Badwater (217km) e Desert Cup - Mali (160km). Entre os desafios, existiam etapas no Brasil, que consistiam em correr entre Curitiba e cidades, cumprindo uma "Ultrarefeição" ... entao corria e ia comer na casa de alguém da família. Fui correndo de Curitiba até Morretes (88km) para comer um Barreado, Curitiba a Balneário Camburiú (208 km) para tomar um café na casa da minha mãe e Curitiba a Guarapuava (245 km) para comer um churrasco na caso do sogro. Como costumo dizer, tava sem dinheiro, fui correndo,rsrsrs...

PM - Como foi participar da Marathon des Sables, no deserto do Saara
Mozart
- No Saara a gente corre sozinho, num trecho similar ao antigo trecho do Paris Dacar quando passava no deserto do Saara no Marrocos. Muita duna e muita areia, tempestades de areia, pegamos pelo menos três muito fortes. Temos que carregar toda a comida para 7 dias de deserto, sendo que se correm 6 etapas similares a um rali, tem tempo máximo pra cada etapa. A organização só fornece água, cerca de 1,5 litros a cada 10 ou 15 km e 3 litros no final da etapa. Isto quer dizer que nao se toma banho por 9 dias. Dorme-se no deserto mesmo, no chão de areia, pedra ou o que for...


PM - Você organiza algumas provas como a corrida 24 horas em pista. Conte como funciona e como surgiu a idéia?
Mozart
- Organizamos até o momento 3 Ultramaratonas em pista com 24 horas de duração - Ultramaratona Corrotododia 24 Hs - que é, sem dúvidas a melhor Ultramaratona da América Latina. Nela temos o que tem de melhor em organização em ultras do mundo, pra se ter idéia, nossa prova é transmitida pela Corrotododia TV, canal próprio pela internet, os corredores recebem em mãos emails de seus amigos do mundo todo durante a prova, e fomos a primeira ultra a oferecer e pagar prêmios elevados para os campeões

PM - Bate Pronto (respostas rápidas sobre as corridas)

Mehor corredor: Serge Gerard França, ultramaratonista, atravessou todos os continentes correndo - coisa de 4.000 a 13.000km, médias de 75 km por dia todos os dias

Melhor prova: Marathon des Sables

Um ídolo nas corridas: Serge Gerard

Um país: Marrocos

Maior alegria: Estar competindo

Maior decepção: Não as tive, tirei sempre uma lição de tudo que não saiu como planejado

Seus Patrocínios: Perfipar, Eurocerk

PM - Seu próximo objetivo?
Mozart
- 100 km da Argentina, 24 horas das Agulhas Negras, desafio Brasilia Pirinópolis 130km, Br 135 (217km), Badwater Ultramarathon (217km). Esses eventos começam em agosto deste ano e terminam em julho de 2010.

PM - Manda um recado para quem está começando no mundo das corridas e o que a corrida significa pra vc
Mozart
- Ao pessoal que está iniciando desejo que não desistam e para isto tenho duas dicas importantíssimas. Primeira: estabelecer metas pessoais e divulgar estas metas pros amigos, conhecidos; Segunda: manter em dia os exames médicos, preferencialmente anual.

Para quem quiser maiores informações o e-mail e site do Mozart são:
mozart@corrotododia.com.br e http://www.corrotododia.com.br/